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Como as usinas de cana podem produzir e lucrar mais sem aumentar a área plantada

7 de dez. de 2022
5 min de leitura

Tecnologia e inteligência artificial são aliadas para melhorar gestão e garantir maior rentabilidade em momentos decisivos como planejamento, colheita e venda


‍Por Leandro Becker, jornalista especializado em agronegócio


Os baques recentes no cultivo de cana-de-açúcar no Brasil por causa de problemas climáticos, com perdas significativas na safra passada e prognósticos cautelosos na atual, têm reforçado a necessidade de uma estratégia minuciosa no ciclo 2023/2024 para evitar um novo revés. É neste cenário que a tecnologia se torna um diferencial estratégico. Afinal, de olho na rentabilidade, sistemas de inteligência artificial são aliados confiáveis e versáteis em momentos decisivos para as usinas, como planejamento, colheita e venda.

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A primeira destas fases cruciais já está em curso. É no início de outubro que as usinas começam a desenhar os planos da próxima safra, o que passará por estimativas de produtividade e volume de açúcar que servirão de base não apenas para os prognósticos de campo, mas na definição do orçamento e da operação para consolidar a temporada.  

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A boa notícia é que, se bem feita, esta largada para o novo ciclo pode resultar em maior produtividade – e lucro – sem a necessidade de ampliar a área plantada de cana. O motivo é simples: a tecnologia baseada em inteligência artificial traz um pacote muito atraente que vai desde mapeamento por talhão, uniformidade na avaliação e uma precisão crescente conforme vai "aprendendo" com o desempenho e histórico do canavial.  

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“Ter informação mais generalizada do canavial desde o início do planejamento de orçamento já permite direcionar a ferramenta e projetar o momento correto para colher as áreas. Apenas isso, por si só, já traz um ganho em produtividade, pois elimina padrões de operação feitos erroneamente nos ciclos recentes e explora o real potencial de desenvolvimento que dispõe”, observa Jefferson Mello, responsável pelo desenvolvimento do produto da Gamaya no Brasil, que oferece soluções de inteligência agronômica para cana.

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Outro diferencial é que a tecnologia não é influenciada por otimismo ou pessimismo de mercado. Pelo contrário, sua avaliação leva em conta a situação real da lavoura, cruzando dados com histórico da lavoura, projeções climáticas diárias e imagens de satélite atualizadas semanalmente. “O uso de um sistema elimina qualquer tendência de análise humana mais cautelosa, ainda mais tendo em vista os imprevistos nos últimos dois anos. É objetivo, além de ser mais rápido, já que é feito de forma automática”, explica.

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O sistema da Gamaya, por exemplo, calcula o valor de tonelada de açúcar por hectare em cada período, com prognóstico a partir da data da última colheita até 18 meses à frente. Uma vantagem disso é identificar o pico de produtividade de cada talhão para começar desde já a organizar a colheita, o que permite antecipar não apenas o planejamento tático, mas começar a estruturar a logística necessária nos meses seguintes.

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Atualização automática e apoio na colheita

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O segundo momento em que a tecnologia contribui de forma decisiva é quando há mais clareza sobre os efeitos do verão no desenvolvimento do canavial. Isso se dá tanto no suporte a um manejo mais eficiente em meses tão importantes para o sucesso da safra, com otimização de insumos, quanto no detalhamento do plano para operação da colheita, em que maior a precisão significa alta eficiência e, consequentemente, mais lucro.

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“Quando se projeta os recursos em dezembro, a usina tem que preparar o maquinário e as pessoas para trabalhar na safra. Então, também é um momento para encaminhar as contratações. Se você erra muito em dezembro, não consegue corrigir os desvios depois. Também corre risco de perder o timing de colheita”, alerta Mello, ponderando que, caso haja outro erro em março, o impacto será ainda maior. “Vai ter que adequar a colheita à operação que tem, pois a estrutura já está contratada”, completa.

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Considerando uma usina média que processa 3 milhões de toneladas por ano, um erro de 5% em estimativa de produtividade pode resultar em 20 dias a mais de safra do que o esperado. “Isso impacta muito no resultado operacional da empresa, pois esses 20 dias a mais de operação saem do possível lucro da usina”, afirma o responsável pelo desenvolvimento do produto no Brasil Gamaya. 

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Ele ainda ressalta que os benefícios ocorrem até mesmo em um cenário em que não seja possível reprogramar as datas de colheita. Afinal, tendo o mapeamento em mãos, pode-se aplicar maturador químico para manter o nível de açúcar mais alto. “Isso pode trazer um ganho de 4 a 6 toneladas de açúcar por hectare, como analisamos em algumas áreas. Considerando que a média de produção é em torno de 11 toneladas de açúcar por hectare, há oportunidades para aumentar a produtividade significativamente", observa.

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Suporte na estratégia de venda

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Há mais um diferencial da tecnologia para ampliar a produção e o lucro sem ter de, necessariamente, expandir a área. Trata-se do apoio na tomada de decisões de gestão da usina, que pode ir desde a orientação para aproveitar oportunidades ocasionais até mesmo para evitar despesas não planejadas, como necessidade de comprar cana spot.

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“Ao oferecer atualização semanal das estimativas de ATR e TCH a partir de uma curva de projeção mais realista do que as teóricas, a ferramenta permite que o gestor mapeie se há uma tendência de alta ou baixa produtividade para ajustar o planejamento tático. E isso pode ser feito sem precisar de um investimento pesado em infraestrutura, permitindo mudar rapidamente o foco e ajustar a estratégia de olho em melhor desempenho”, ressalta Mello.

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No caso do plano de negócios, dispor de tendências sobre a lavoura ainda oferece um suporte importante para a área comercial da usina. “A usina sempre entra na safra com cerca de 70% da produção já vendida e trabalha muito no mercado futuro. Então, conseguir ver que áreas têm tendência de baixa ou alta permite fazer inferências ao mercado e mudar a estratégia de precificação, por exemplo”, reforça o responsável pelo desenvolvimento do produto da Gamaya no Brasil. 

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Mello diz ainda que a implantação da tecnologia como ferramenta de planejamento estratégico traz benefícios em longo prazo. Reduzir a taxa média de erro nas estimativas de 5% para 2%, por exemplo, pode significar uma economia de R$ 7 milhões para recuperar e/ou repor a quantidade de açúcar, considerando uma área de 10 mil hectares.

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Diferenciais da Gamaya

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A Gamaya estendeu até o fim da safra o prazo para os clientes que quiserem usar o piloto do seu novo sistema de automação e inteligência automatizada para cana-de-açúcar. A tecnologia, que mescla alta precisão, ciência de dados e acompanhamento de especialistas em cana, oferece diferenciais como atualização via satélite, inclusive em dias nublados ou chuvosos, e elevada acurácia de ATR (até 99%) e TCH (mais de 95%) por um custo de aproximadamente R$ 0,50 por hectare – considerando uma área de 45 mil hectares.

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A alta assertividade é garantida graças a um banco com dados de rendimento de açúcar em 4 milhões de hectares colhidos em diferentes regiões do centro-sul brasileiro nas últimas 10 safras. E um diferencial é que a tecnologia tem o seu modelo aprimorado semanalmente, conforme mais dados vão sendo incluídos, trazendo ainda mais confiabilidade e eficiência.

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Ao contratar o piloto, basta o cliente encaminhar uma lista de dados para implantar o sistema, incluindo resultados da safra anterior e atual. O acesso é liberado em até 7 dias, seguido do treinamento para uso da plataforma, que reúne as principais informações da automação de forma simples e intuitiva, em uma única tela. A Gamaya ainda oferece acompanhamento personalizado e orientações técnicas para cada cliente.

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Para testar a ferramenta, entre em contato.

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